De volta
Cai fora Deodora
Os homens e os tecidos
O de algodão: Ele é fofo, querido, e feio ou bonito, tem o charme e nos faz bem. Ele te trata bem, não machuca e é sempre a melhor companhia.
O de linho: Metido a besta pois é rico. Mas sabe aquele rico, mas todo errado? Amassado, e demora até a gente deixar do jeito que a gente quer. Difííícil de deixar lisinho, que você até desiste e parte logo pra outra opção porque perde a paciência.
O de seda: Cheio de frescura, meio metrossexual, enfim... está a um passo de mudar de time e sair do armário.
O de viscolycra: Ele é cafona, nada confiável, gruda em você de um jeito que te deixa desconfortável e na grande maioria das vezes é feio.
O de lã: Ele é grosso mas é HOT. Tem hora que não dá pra usar senão você fica mal MESMO, mas quando usado convenientemente e no devido clima, aiii é tão bom!
O jeans: Cara gente fina, bacana, você adora estar com ele e quer sair todo dia porque ele é sem dúvida a melhor companhia ever. Mas aí você dorme com ele e enfim, acorda esquisita e passa o dia mal humorada. Not good.
O de veludo: Ele é chic, ele é lindo, você não consegue parar de olhar e de acariciar. E ele desperta a apaixonada grudenta que há em você. O desgraçado nunca falha.
O de renda: Transparente e romântico. Mas as vezes a transparência dele mostra o que não deve e isso estraga sua noite. Rola uma inconvêniencia quando o cara não é bem "domado".
O de cetim: Ele tem sua beleza, mas meio que se acha demais pro que ele realmente é. Tem melhores do que ele, mas ele se acha o mais foda. Enfim.
E por aí vai. Boa sorte na busca do de veludo, e congrats à que ja têm o seu de algodão. \o/
twt @nanaynews
Para os namorados
te dou os meus sonhos para juntar com os seus. tenho coleções de lindos sonhos, diferentes cores para pôr-do-sol, mapas para se perder em países distantes, perfeitas tempestades para fazer voar monotonias e uma caixa cheia de brisa para quando estiver muito calor.
dos seus sonhos eu não sei muita coisa. mas da minha parte é isso que posso oferecer. pedacinhos de caos que surgem e voam da minha mente enquanto estou dormindo, enquanto estou ocioso ou preso em caóticos trânsitos urbanos mas pensando em lugares onde nossa nuvem polvilhada em canela e açúcar deseja estar.
texto: tiago yonamine
Vi no blog Fragmentos
Imagem daqui.
Cultura na veia
Vai lá: Digestivo Cultural.
Texto mais lindo
a saudade não se mede pelo tempo da ausência, mas pela intensidade da presença.no discurso amoroso, ela se esconde em letras e canções de uma determinada época. aparece quando cruzo com alguém que usa o mesmo perfume. habita pequenos fatos cotidianos, que geralmente passariam despercebidos, mas com você faria todo sentido.
quando acomete, tem urgência. é o coração querendo retornar. para lugares que talvez nem existam mais. para planos que desistimos. ou que desistiram da gente.
mas continuo elaborando novos planos e crio mundos com minhas expectativas. a saudade é a distância entre eu e como eu gostaria de estar.
Receita de ano novo - Carlos Drummond de Andrade

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Vale a pena ler
Tenho uma bela amiga na Europa. Jovem, educada, elegante, poliglota, extrovertida, conhece muita gente bacana, é ultrabem informada, tem fôlego de leão e uma curiosidade infinita. Nos gostamos muito e por tudo isso ela é sempre – e não só para mim – uma interlocutora fascinante. Nosso encontro mais recente em Paris foi, como de costume, bastante caloroso. Estávamos com saudades e havia tempo que não nos víamos. Desandei a contar novidades. Uma verdadeira enxurrada de informações porque no afeto e na amizade sou prolixa. Mas logo notei que a sua atenção não estava comigo e percebi que o alheamento tinha endereço certo: o iPhone! Incrédula, acompanhei o olhar se esgueirando para o visor do aparelho. Repetidamente. Fim do glamour. Dias depois, em artigo genial e hilário na revista do jornal Le Figaro, Karl Lagerfeld fala justamente do assassinato da conversação e, em especial, da que era brilhante, com status de legítima arte, como a que existiu no passado e que por muitos foi considerada uma invenção francesa. As pessoas sabiam ser ao mesmo tempo graves e superficiais, sérias e divertidas. Esse convívio espirituoso baseado na réplica, no jogo de palavras e no conhecimento real e profundo tem, segundo ele, vários assassinos. O primeiro suspeito é exatamente o telefone celular e seus cúmplices – o Blackberry e o iPhone –, que têm hoje lugar cativo sobre as mesas ao lado de talheres e louças, ou balançando em equilíbrio precário sobre os joelhos dos convivas. Vítima anuente, o usuário se transforma em uma espécie de secretário ultra-atarefado, lendo e respondendo textos, além de dar a desagradável impressão de querer estar em outro lugar, com outras pessoas. O segundo presumível assassino da vivacidade dos colóquios contemporâneos, segundo Lagerfeld, é a proibição de fumar em lugares públicos. Ele afirma que essa “funesta e sadia” proibição esvazia as mesas dos jantares de maneira inadmissível. Narra que uma mesa de 12 lugares pode se reduzir a quatro convivas espalhados, de olhar perdido, durante intermináveis momentos. Essa falta de disciplina, ele assegura, é o cúmulo da falta de educação. A pobre e desafortunada educação que sofreu a mesma (má) sorte e decadência da conversação. O terceiro cúmplice da morte da interlocução social brilhante, ainda segundo Lagerfeld, é o “politicamente correto”, assunto que ele considera o causador da morte instantânea de toda e qualquer troca de ideias cultas e inteligentes. Seja politicamente correto no comportamento, mas deixe o discurso para lá, a menos que esteja em algum seminário. Socialmente, seja bem-humorado e dê asas à imaginação. Viva a liberdade, enfim. Quanto à minha amizade europeia, ela continua, felizmente. O mistério da – temporária – desatenção da moça comigo foi solucionado: ela vivia aguda e palpitante crise sentimental, daquelas que provocam grandes expectativas só de olhar para o telefone.
Fragmentos
toda quinta-feira uma ilustração e um texto com interpretações pessoais sobre os fragmentos de um discurso amoroso. de roland barthes. por marina faria e tiago yonamine.
Vai lá: Fragmentos.
O blog, no momento, está de recesso. Isso não quer dizer que você não deva visitá-lo, tem muita coisa linda nos arquivos.
Sobre Twitter
Trabalhe em casa
Reportagem muito interessante para quem deseja ter seu negócio próprio em casa. Algumas ideias são bem bacanas.
Vai lá: Seis negócios para você montar em casa.
Qual a cor de hoje mesmo?

estou feliz, me visto de laranja
estou eufórica, me visto de verde limão
estou otimista, me visto de verde esmeralda
me sinto bonita, me visto de vermelho sangue
me divirto, me visto de roxo
estou tranqüila, me visto de branco
estou segura, me visto de preto, até mesmo azul marinho
me sinto querida, me visto de rosa bebê
estou com a família, me visto de amarelo
estou com os amigos, me visto de jeans
estou triste me visto de cinza
estou com preguiça, nem tiro o pijama
estou com saudade, me visto de caixa de lápis de cor para lembrar de todas as cores anteriores
Texto daqui.
Imagem daqui.
Fim de namoro civilizado...
- Bom dia.
- Bom dia. Fique a vontade. Deseja beber algo? Café, água?
- Sim, claro. Café.
- Diga-me, o que ocorreu para marcar um encontro tão cedo? Alguma saudade extraordinária?
- Não. Trata-se de um assunto delicado.
- Sendo assim, prossiga.
- Recebi uma proposta e vou me desligar de você…
- Hmm…
- E já conhecendo o seu perfil de negociação, prefiro não arriscar uma contraproposta.
- Entendo. Não posso oferecer muito e a competição é acirrada. É só você esquecer um aniversário-de-qualquer-coisa que já vem a concorrência prometer não somente lembrar, como também levar pra jantar.
- Está difícil pra todo mundo. Tive muita sorte em ficar com você, lembra? Aquela sua antiga pretendente era bem mais multidisciplinar…
- Isso é verdade, entendia de um tudo… O problema foi ela já querer que eu assinasse uns contratos que lhe davam direito a metade dos lucros… Inegociável. Mas então apareceu você, recém dispensada de um estágio mal-amado, inexperiente, com vontade de mostrar serviço, não pensei duas vezes.
- Isso eu não posso negar, mas meu foco mudou. Resolvi arriscar um sonho antigo e fiz os meus contatos. Conversamos e ele me ofereceu o dobro do que você me oferece.
- O dobro? Acho difícil alguém oferecer mais do que eu já ofereço, mas se você prefere assim… Poderia, antes de ir, porém, preencher esse formulário com sua opinião a respeito do meu desempenho, sua avaliação, críticas, sugestões, elogios. É uma forma que estou adotando para o auto-aperfeiçoamento.
- Lógico, por que não? Foi um prazer, enquanto pôde ser um, estar ao seu lado.
- O prazer foi meu. Desejo que encontre muito mais para onde você está indo.
- Muita gentileza da sua parte. Desejo o mesmo para você!
- Ah, outra coisa…
- Diga…
- Enquanto procuro outra… Pode cumprir trinta dias de aviso prévio?
Dicas para cuidar dos seus livros
Parte-se do princípio de que quem acompanha o etc..., no mínimo, simpatiza com livros, já que boa parte dos posts são sobre eles. Por isso transcrevo 12 dicas super interessantes que li no blog Trecos e Trapos, escritas por Daniela. Muito boas.01. Limpá-los regularmente (sem panos úmidos ou produtos de limpeza - um pano seco na capa e se estiver muito sujo, use um pincel para lmpar as páginas. Acredite, isso prolonga em muitos anos a vida de um livro).
02. Guardá-los em local seco, sem úmidade, de preferência deixando que eles “respirem”.
03. Não rabiscar (e se for o caso, usar lápis 6B, mais macio e não marca).
04. Não guardar coisas no meio do livro: marca páginas, plantas (flores é costume para muitas meninas), embalagens etc.
05. Não se apoiar no livro durante a leitura.
06. Não abri-lo demais - isso prejudica as costuras que ligam as páginas.
07. Nunca, jamais usar durex ou cola branca - elas contém produtos químicos que mancham as páginas irreverssívelmente.
08. Se for colocá-los em pilhas, não as faça muito grande, o peso prejudica a estrutura do livro.
09. Não dobrar as páginas ou fazer ‘orelhas’.
10. Não comer ou beber sobre o livro.
11. Baús não são recomendados, eles são escuros e úmidos, não tem como respirar em um lugar assim, não é mesmo?
12. Não usar clipes - o metal enferruja, mancha e torna as folhas quebradiças nos locais de exposição.
Cuidar de um livro não é deixá-lo em uma vitrine, intacto, ele certamente terá sinais de uso com o tempo, mas cuidar de um livro prolonga a vida dele em muito anos, e é isso que interessa.
Dica de leitura
Gostei tanto desse texto que resolvi dividí-lo com vocês. Deu até saudades do José Simão. Faz tempo que não leio os textos dele.
Surrupiado da sessão Badulaque, da revista TPM.Tucanaram o abajur e a doceira!
Em nome de uma linguagem mais "fina", os doceiros hoje dizem que são cake designers e os banqueteiros são private chefs. Investigamos as novas expressões em voga no mundo dos frescosSabe aquela moça que faz bolo? Ela na verdade é uma cake designer. E aquela pessoa que liga para o seu trabalho perguntando se você recebeu um e-mail está fazendo um follow up. Sim, estão acabando com a língua portuguesa, como desconfiamos faz tempo. Abaixo, as novíssimas palavras da “nossa língua”.
Cake designer_ Sabe o confeiteiro? Ou a simpática boleira? Bem, eles agora atendem por esse nome. Sim, depois que cabeleireiro virou hair designer, só faltava essa. Pode ver nas revistas de celebridades. Você vai encontrar que o bolo de casamento de Juliana Paes foi feito pelo cake designer fulano de tal e por aí vai. No Google, encontramos 390 mil ocorrências para essa expressão. Desculpem, mas, para nós, esses profissionais continuam sendo doceiros!
Caixa de luz_ Trata-se de uma peça, de vidro ou de acrílico, com uma luz dentro, que você coloca no chão da sua casa ou na parede. Os mais tradicionalistas devem ter lido a primeira frase e pensado: “Mas isso não é uma luminária?”. Concordamos. Na verdade, somos da época do abajur. Lembram?
Follow up_ Sabe aquela atitude meio mala de ligar para saber se alguém recebeu um fax? Isso não chama mais telefonema, mas sim follow up, que significa, em outras palavras, dar um telefonema de trabalho e entrar em contato com, por exemplo, um cliente.
Private chef_ O bom e velho banqueteiro. O chef de cozinha que vai na sua casa ou no lugar onde você está dando uma festa e prepara a comida para os convidados. Também conhecido como personal chef. Basicamente, se você quer dar uma festa hoje em dia, precisa fazer uma decoração com caixas de luz, chamar um cake designer e um private chef. Ah, e depois fazer um follow up com os convidados para ver se eles gostaram.
Link.
Poema de mulher
Que mulher nunca teve
Um sutiã meio furado,
Um primo meio tarado,
Ou um amigo meio veado?
Que mulher nunca tomou
Um fora de querer sumir,
Um porre de cair,
Ou um lexotan para dormir?
Que mulher nunca sonhou
Com a sogra morta, estendida,
Em ser muito feliz na vida,
Ou com uma lipo na barriga?
Que mulher nunca pensou
Em dar fim numa panela,
Jogar os filhos pela janela,
Ou que a culpa era toda dela?
Que mulher nunca penou
Para ter a perna depilada,
Para aturar uma empregada,
Ou para trabalhar menstruada?
Que mulher nunca comeu
Uma caixa de Bis, por ansiedade,
Uma alface, no almoço, por vaidade,
Ou, um canalha por saudade?
Que mulher nunca apertou
O pé no sapato para caber,
A barriga para emagrecer,
Ou um ursinho para não enlouquecer?
Que mulher nunca jurou
Que não estava ao telefone,
Que não pensa em silicone,
Ou que 'dele' não lembra nem o nome?
Só as mulheres para entenderem o significado deste poema!
Infelizmente não sei que é a autora do poema.
Link da foto.
Prazeres pela metade - Leila Ferreira
Quanto mais sofisticado o restaurante, menor a porção da sobremesa. Aí a vontade que dá é de passar numa loja de conveniência, comprar um litro de sorvete bem cremoso e saborear em casa com direito a repetir quantas vezes a gente quiser, sem pensar em calorias, boas maneiras ou moderação. O sorvete é só um exemplo do que tem sido nosso cotidiano.
A vida anda cheia de meias porções, de prazeres meia-boca, de aventuras pela metade. A gente sai pra jantar, mas come pouco. Vai à festa de casamento, mas resiste aos bombons. Conquista a chamada liberdade sexual, mas tem que fingir que é difícil (a imensa maioria das mulheres continua com pavor de ser rotulada de 'fácil').
Adora tomar um banho demorado, mas se contém pra não desperdiçar os recursos do planeta. Quer beijar aquele cara 20 anos mais novo, mas tem medo de fazer papel ridículo. Tem vontade de ficar em casa vendo um DVD, esparramada no sofá, mas se obriga a ir malhar. E por aí vai.
Tantos deveres, tanta preocupação em 'acertar', tanto empenho em passar na vida sem pegar recuperação...
Aí a vida vai ficando sem tempero, politicamente correta e existencialmente sem-graça, enquanto a gente vai ficando melancolicamente sem tesão..
Às vezes dá vontade de fazer tudo 'errado' ? deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos. Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí pro que dizem e o que pensam a nosso respeito. Recusar prazeres incompletos e meias porções.
Até Santo Agostinho, que foi santo, uma vez se rebelou e disse uma frase mais ou menos assim:
'Deus, dai-me continência e castidade, mas não agora'.. Nós, que não aspiramos à santidade e estamos aqui de passagem, podemos (devemos) desejar várias bolas de sorvete, bombons de muitos sabores, vários beijos bem dados, a água batendo sem pressa no corpo, o coração saciado.
Um dia a gente cria juízo. Um dia. Não tem que ser agora.
Por isso, garçom, por favor, me traga: cinco bolas de sorvete de chocolate, um sofá pra eu ver 10 episódios do "sex and e city", uma caixa de trufas bem macias e o Reinaldo Gianechinni embrulhado pra presente. Não necessariamente nessa ordem.
Depois a gente vê como é que faz pra consertar o estrago.
Leila Ferreira
Link da imagem.
26 anos
Pois é, chegou… e o pior é que chegou sem avisar, de repente…
Ontem mesmo estava com meus amigos almoçando em uma mesa do rodeio, COMEMORANDO MEUS 25 ANOS…
Então chegaram os 26, e com eles as piadinhas do Gustavo Pinhal, dizendo que ele assistiu na HBO, sobre a decomposição das células humanas onde dizia que a partir dos 26 elas começam a envelhecer, ou coisa do tipo.
Realmente eu esteja meio preocupado com a idade… Talvez eu devesse ter feito mais coisas ou quem sabe estar com algumas mais encaminhadas, mas não estou, ou estou até demais!
O que eu sei é que chegou e olha só…
Com 14 anos, nos achamos feios, com aquela voz horrível e com as espinhas que sinalizarão para toda vida os 14 anos marcados na cara, achamos também que nossos pais não sabem de absolutamente nada sobre a vida, que estão completamente por fora de tudo apesar de saberem mais do que imaginamos.
Com 15 anos, achávamos que éramos os melhores, aqueles que realmente agitavam, badalavam, perfeitos bacanas em corpos de adolescentes.
Com 16 anos, namoros, puladas de cerca, transpirávamos sexo, a vida se resumia SOMENTE a sexo e a quantos beijos era possível se dar em só noite, todos se vestiam igual, usávamos o mesmo cheiro, mesmo freqüentando os mesmos lugares, era essa a idéia!!
AOS 16 ACHAVAMOS QUE TINHANHAMOS 26.
17 anos, nem lá nem cá, a ânsia dos 18 logo... Para ontem, para já, quase uma idade desnecessária em nossas cabeças, chamávamos o ano
18 anos, o ano 2000, apesar de aos 7 anos eu achar que ganharia um carro movido a água ou a sol, ganhei um automóvel comum, como os que hoje continuam poluindo nosso planeta, mas o que importava era que eu era maior de idade, dono do meu nariz e do meu carro (nem tanto assim), ninguém pode com um “adulto” em um carro novo, as 24 horas do dia não eram suficientes, precisava de mais e mais e mais… Afinal eu tinha ganhado um carro, e só isso importava, qualquer motivo, era motivo para sair de casa.
19 anos, momento de duas turmas: a dos amigos de 16 e 17 anos que se comportavam como 20 anos e a dos amigos de 20,21 e 22 que se comportavam como 19 anos. Muita gente,muitos programas, possibilidades infinitas, divididas….
20 anos, redondo!!! Não me encontrava mais em turma nenhuma, em faculdade alguma, o trabalho era um bode… O carro, os amigos, tudo tinha m sabor de “já visto”… a novidade tinha acabado, tudo parecia um filme repetido, entediante. O negócio era começar a pentelhar para morar em NY, fugir da rotina, fugir de mim mesmo.
21 anos, Encarei como a segunda vez em que conquistava a maioridade, respondia por meus atos… já podia jogar black Jack nos Estados Unidos, nessa idade você começa a reparar que o Google, apresenta diversos resultados com seu nome… realmente nascemos para o mundo.
22 anos, ah sim esse foi bárbaro, descobri o talento para trabalhar com o que eu realmente gostava, descobri como é bom ganhar o próprio dinheiro, ser reconhecido, fazer coisas que nem eu acreditava que podia fazer… IDADE
21, 22, 23, 24, 25,
26 anos, chegou e eu nem Pedi, alias quero que tudo isso pare, ou então que passe um pouquinho mais devagar, para que eu possa aproveitar e ver pelo menos todas as cores e sentir todos os cheiros desse file que se chama MINHA VIDA.
Sergio Kamalakian Savone

